23 dezembro, 2012

Floresço, porém.

E como não morrer a fé?
De facto estás certo, o amor não descarta, encontra uso no surrado, no desfeito, e refaz.
Mas se me deixastes por refazer-me assim, só, que pensarei?
Dizes também que teu amor aguarda meu reflorescer.
E floresço, mesmo só, um florescer doído, forçado.
Temo que não haverá frutos que possas colher.
E o que fazer dos meus velhos sonhos de amor companheiro?
Já sou frio, oco, ecoa em mim a falta do amor que me prometestes.
Floresço, porém.

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