22 fevereiro, 2013

Adeus pra quê?

Pra que lembrar dos bom-dias e boa-noites?
Pra que prestar tributo às noites perdidas em entrega?
Pra que honrar a verdade que jaz no coração?
Pra que ser claro e dissipar a escuridão?

É mais fácil deixar morrer que conviver
É mais prático se tornar um estranho que deixar ser
É menos complicado transformar em nada
É, aparentemente, muito doloroso reconhecer

Eu vou, assim, resignado e estarrecido
Movido pela vontade de viver e continuar
A refletir se foi tudo um sonho ou delírio
Me levando fortalecido e nostálgico, a lembrar

Aprendi a regozijar na solidão acompanhada
Aprendi a ver partirem, assim, sem cerimonias
Entendi que nem todos fazem questão
Porém, ainda ontem, lembrei de você

Adeus pra quê?

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